Os aditivos de colagem especiais evoluíram significativamente ao longo dos anos. Começando na Europa e EUA (década de 70) e no Brasil (década de 2000), podemos dizer que um dos primeiros aditivos melhoradores de colagem que utilizamos foram os amidos modificados.

Desde esta época os amidos quimicamente modificados ficaram populares, até que com o passar dos anos caíram em desuso, hoje em dia é bem raro vê-los sendo utilizados.

Esses amidos eram tratados quimicamente para torná-los mais finos (menos viscosos) do que amidos não modificados “in natura”. Isto permitia que mais amido fosse adicionado à 1ª fase da cola, mantendo a viscosidade do adesivo dentro de uma faixa controlada. O amido extra, incorporado como “sólidos” trazia melhorias no tack inicial da cola e na penetração no papel mesmo em composições mais pesadas.

Como isto, as velocidades das onduladeiras e a qualidade da chapa foram melhoradas com o uso deste simples aditivo.

Como as velocidades das onduladeiras continuaram a aumentar, e os sistemas de preparo do amido (cozinhas) se tornaram mais avançadas e automáticas, descobriu-se que esta cola com os amidos modificados não secavam rápido o suficiente para acompanhar o aumento das velocidades de máquina.

As empresas químicas de especialidades começaram a pesquisar novos produtos ou matérias-primas que pudessem trazer os pontos positivos dos amidos modificados de volta ao adesivo .

Algumas das melhorias desejadas incluíam:

  1. Gerenciamento de água na linha de cola para concluir a gelatinização da pasta de amido;
  2. Aderência adesiva (tack verde) melhorada para prender melhor miolo e capas;
  3. Ligações de fibra a fibra mais fortes (melhor ancoragem).

Assim foram desenvolvidos vários tipos de aditivos melhoradores de colagem

Vamos comentar em nossos post sobre um deles:

ÁLCOOL POLIVINÍLICO

Um dos aditivos de desempenho mais comuns usados no adesivo de cola para ondulado é o álcool polivinílico (PVOH).

Fórmula estrutural:

Peso molecular médio: 26000 a 30000 g/mol


Uso recomendado para ser efetivo: entre 3,0 e 4,0% sobre o total de amido da formulação da cola.

O álcool polivinílico é um polímero, ou seja, compreende pequenas unidades monoméricas ligadas entre si.

A unidade monomérica do álcool polivinílico é o acetato de vinila.

A polimerização do acetato de vinila resulta na formação de álcool polivinílico como um polímero. A polimerização direta do acetato de vinila não é possível. Assim, o PVOH se produz pela hidrólise do acetato de polivinila na presença de um álcool (principalmente metanol) e um catalisador alcalino. Está hidrólise alcalina pode variar entre 85 e 99% o que influencia em seu peso molecular e sua solubilidade.

Como funciona: O PVOH reage com o bórax da formulação da cola, alterando sua viscosidade e melhorando a sua pegajosidade.

Como o reagente é sensível a altas concentrações de soda e também gelatiniza em concentrações mais altas de bórax, ele deve ser adicionado na cola ao final do seu preparo, onde já houve reação do bórax com a soda, neutralizando em parte ambos os reagentes.

O PVOH traz uma melhor formação de filme e secagem mais rápida ao adesivo de amido, quando comparado a cola sem aditivos.

Para ser efetivo deve ser adicionado na concentração adequada, sendo este seu limitante devido ao custo ficar elevado.

Os fabricantes costumam vender este aditivo na forma líquida, pronto para uso e normalmente adicionado de um corante chamativo para que se consiga visualizar sua aplicação na cola.